Será que é IA?
O modus operandi de 2025.
Quem me conhece, sabe que a @insiderstore é parceira da Dia Sim, Dia Não. Vale lembrar que essa é uma forma massa demais de fortalecer a newsletter e que só aceitei a Insider por aqui pois gosto da marca. As peças são lindíssimas, inteligentes, tecnológicas, não amassam (é real, vai na minha), são estilosas e trazem benefícios incríveis pro dia a dia.
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E agora a edição 203.
Escrita sem ajuda de Inteligência Artificial.
Depois do botão para quem ainda não é inscrito:
Fim de ano está chegando e eu preciso deixar um depoimento. Entenda como um presente de Natal antecipado. Lá vai: minha saúde mental melhorou demais depois que assinei o YouTube Premium. Não ser exposto às insuportáveis propagandas antes, durante e depois dos vídeos é um investimento pífio perto dos benefícios para minha psique.
Com isso, ocupo parte do meu tempo on-line por lá com os vídeos de diversos assuntos, os podcasts, as músicas do streaming de áudio, e tudo mais.
Tô contando isso pois estou sem outro assunto. Era só isso mesmo. Abraço.
Mentira. Antes fosse isso, a história que quero contar é bem pior, deixou minha cabeça pensando no tema por dias. Ou seja, também me ajudou a deixar a saúde pra lá de mental.
Como estamos em 2025 (não sei se você percebeu), tenho reparado em algumas coisas muito estranhas. Lá no YouTube estão aparecendo sugestões com propostas interessantes, mas no mínimo desumanas.
São aquelas playlists de música ambiente para ficar de fundo enquanto fazemos algo e não queremos lidar com o som ensurdecedor dos nossos pensamentos. Sabe? Você sabe.
Um canal me chamou muito a atenção, o Utopic Dreamer. Os títulos e os thumbs são excelentes. Cliquei em um vídeo de 5 horas com o título: 4 horas da manhã em 1987 e você não consegue dormir.

Quem recusaria ouvir uma coisa dessas? Eu é que não! Sentei o dedo no play e segui em frente.
Algum tempo depois, me passou um negócio pela cabeça: será que é IA?
Por que pensei nisso? Parecia uma coisa muito robótica, por algum motivo inexplicável, sem vida, sem sentido, repetitivo demais. Fiquei com aquilo na cabeça.
Em outro dia, abri o YouTube e estava lá de novo o canal com as playlists nessa pegada, com esses títulos supostamente nostálgicos, uns thumbs com uma estética meio retrô, meio novela do Canal Viva, esse homem com essa cara de angústia lembrando filme antigo. Resolvi pesquisar mais.
Primeiro no próprio canal. Lançado em maio de 2024, só tem essas músicas e playlists pra dormir, relaxar, se distrair, essas coisas. Os títulos e thumbs sempre apelam para essa nostalgia, com produção de conteúdo de 10 a 15 vídeos por mês. Todas as músicas não têm nome, nem crédito.
Não há links de quem tá produzindo esse canal em redes sociais tipo Instagram ou TikTok. Porém, há link para Spotify, Deezer, Apple Music e Amazon Music. No Spotify, o Utopic.Dreamer é um artista verificado que lançou três álbuns só esse ano.
Em teoria, não consigo cravar que é música feita por IA, mas parece. Sabe quando uma coisa parece um gato, mia como um gato, tem cara de gato, rabo de gato e mesmo assim você não consegue ter 1000% de certeza que é um gato? É esse o caso.
Até que eu resolvi perguntar pro chat GPT e a resposta foi melhor do que eu imaginava.
Como nenhuma experiência é individual, descobri uma discussão no Reddit sobre o canal. A pergunta era justamente se Utopic.Dreamer é real ou uma IA. Um usuário “confirmou” que é 100% Inteligência Artificial.
Estou contando toda essa história, e dando esse exemplo específico, pois tem me aparecido muitos canais com músicas que parecem ser Inteligência Artificial. São playlists para relaxar, jazz, trilha sonoras para cafés, entre outras piras.
Isso me parece exatamente o modus operandi de 2025, com as redes sociais infestadas de conteúdos feitos por IA.
Entendo, mas não tem como não estranhar. E me incomoda um pouco esse tipo de coisa cruzar meu caminho. Embora eu não seja um alecrim dourado escolhido dos céus para nunca ver coisas desenvolvidas com ajuda de IA na timeline.
Eu quero IA economizando meu tempo em tarefas enfadonhas, não mexendo com artes e subjetividades em geral.
O que me lembrou um conteúdo. Um querido repercutindo no Instagram uma entrevista em que a Rosalía afirma que o Lux, seu disco mais recente, não contém Inteligência Artificial em nadinha de nada. O cara defende que ser humano é um ato de resistência.
Eu não sei é se é pra tanto ou se é isso mesmo. Só sei que prefiro playlists e vídeos e artes criadas por seres humanos.
Só me resta compartilhar o vídeo, caso você queira assistir aí no seu celular:
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***PS:
Chegou gente nova por aqui da última edição para cá. Deixo minhas boas vindas aos novos assinantes da newsletter. Aos mais antigos, reforço meu agradecimento por tamanho prestígio. Sua companhia é 10 de 10.
***DRAUZIO VARELLA DO DIA:
E vamos com a seção dedicada ao meu influenciador favorito.
Na edição passada fiz uma lista com os 40 mil brasileiros para conhecer antes de morrer (obrigado site Nomes do Brasil). E não coloquei os 252 Drauzios, nem os 5.901 brasileiros de sobrenome Varella. É mole?
Tudo indica que Drauzio Varella só nosso médico. Obrigado @maedojorel do Bluesky por me lembrar.
***LINKS PARA PREENCHER O VAZIO DA EXISTÊNCIA:
Antes de ir embora, vou te deixar com links especialmente separados para você preencher o vazio da existência. Hoje são 5 links:
Depois de tanta referência feita por IA, uma playlist tocada por um DJ humano.
Djavan: ‘Esse negócio de chamar minha música de esquisita me perseguiu por muito tempo’.
***POR HOJE É SÓ
Terminou a Dia Sim, Dia Não 203. Tudo indica que a próxima edição será a 204. Em breve no seu e-mail.
Enquanto isso, não se desespere, leia as edições anteriores como se fossem novas:
📧 odavirocha@gmail.com é o meu e-mail, caso você queira saber.












a IA nunca vai conseguir ter o requinte e o refinamento, por exemplo, de um é o tchan, de um ls jack, de um molejo...